Na década de 1960, passou a ser possível usar, de forma válida e confiável os métodos de neuroimagem funcional para avaliar padrões de funcionamento cerebral em seres humanos vivos e investigar anormalidades funcionais associadas a transtornos neuropsicológico. Utilizadas também para obter imagens durante a execução de paradigmas de ativação com estimulação sensorial, motora ou cognitiva.
A evolução da neuroimagem nos séculos XXI e XXI possibilitou o avanço dos conhecimentos sobre estrutura e as lesões cerebrais no individuo, campo mais amplo para a investigação dos circuitos cerebrais implicados na execução de inúmeros processos mentais em seres humanos a sua relação com as síndromes neurológicas e o segmento prospectivo evolutivo dos distúrbios, correlacionando localização e função, resultando na identificação e diagnostico da grande parte dos distúrbios. Passaram a fornecer dados sobre os padrões de funcionamento cerebral associados a tarefas relevantes para a fisiopatologia de transtornos mentais específico.
As correlações clínicas, anatômicas e funcionais que eram anteriormente inferidas a partir de investigações pós- morte ou em cirurgias neurológicas, com métodos insatisfatórios frente à complexidade funcional do sistema nervoso, passando a ser estudadas sob uma perspectiva radicalmente diferente. Dentro das neurociências, as técnicas de neuroimagem desperta enorme interesse, pois, para além dos dados estruturais, vislumbram a possibilidade de obter informações fundamentais do funcionamento cerebral de atividades complexas, podem auxiliar na obtenção de um diagnostico muito mais preciso. As diferentes técnicas podem ser classificadas conforme a natureza das informações, nas quais se destacam a eletroencefalografia - EEG, os exames estruturais ou anatômicos como a tomografia computadorizada - TC e a ressonância magnética - MRI, e os exames funcionais, como a tomografia por emissão de pósitrons - PET, a tomografia computadorizada por emissão de fóton único - SPECT e a ressonância magnética funcional - fMRI.
Diagnóstico por imagem é uma especialidade médica que se ocupa do uso das tecnologias de imagem para realização de diagnósticos, a neuroimagem traz informações de forma eficiente com resultados de muitas questões no estudo da cognição humana. Permitindo explorar e responder questões em relação aos grupos neuronais, sistema cerebral.
Técnicas de Neuroimagem
ELETROENCEFALOGRAFIA
A eletroencefalografia consiste no registro da atividade elétrica do cérebro a partir da fixação de eletrodos na superfície do couro cabeludo. Auxilia no registro de distorções, alteração e ausência de ondas normais e anormais e presença de ritmos anormais com ou sem alteração da atividade elétrica normal. Os resultados decorrentes da EEG são de utilidade clínica limitada e reduzido valor para a teorização em neuropsicologia cognitiva. Diagnostica a presença de distúrbios convulsivos, traumatismo craniano, tumores cerebrais, infecções, doenças degenerativas e distúrbios metabólicos que afetam o cérebro, também avalia os distúrbios do sono e períodos de inconsciência. Sua indicação determina a presença e a localização de tumores, reações devido a abstinência de drogas psicoativa e o coma. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
A tomografia computadorizada é a mais amplamente utilizada técnica em neuroimagem e vem sendo empregada há mais de três décadas. Através da tomografia computadorizada é possível obter uma reconstrução visual bidimensional em um plano horizontal da estrutura cerebral pela mensuração da densidade do tecido, como decorrência do movimento circular da fonte de raios X. Além da baixa resolução da imagem, a avaliação de um transtorno neuropsicológico fica condicionada à existência da lesão no tecido encefálico. Ela possibilita verificar tumores encefálicos, processosinfeccioso, doenças vasculares, doenças degenerativa e mal formação .
Permite a quantificação indireta do metabolismo cerebral regional através da mensuração do fluxo sanguíneo possibilitando a realização de estudos seriados, importante na monitoração evolutiva de doenças que afeta o cérebro.
PET – TOMOGRAFIA POR EMISSAO DE POSITRONS
Uma das melhores formas de se observar o funcionamento cerebral em tempo real. Isto é possível através da mensuração do fluxo sanguíneo em várias áreas neurais, ou então através da medição da taxa com que a glicose (que é o combustível do cérebro) é metabolizada. Indivíduos submetidos ao escaneamento PET recebem pequenas quantidades de isótopos radioativos inofensivos, quimicamente ligados à moléculas de água ou mesmo de glicose. O fluxo sanguíneo (contendo as moléculas radioativas) é, logicamente, maior em áreas cerebrais mais ativas. Similarmente, a glicose é absorvida por células cerebrais na direta proporção de sua atividade, com as células mais ativas consumindo uma quantidade maior de glicose. Como resultado, o PET-scan permite aos cientistas mapear a atividade. Tanto com PET quanto com SPECT podem ser estudados química cerebral, neurotransmissão (neurônios pré e pós-sinápticos), assim como outras funções cerebrais, como por exemplo a utilização de glucose. Atualmente, os exames clínicos de PET e SPECT incorporados na rotina diária de muitos departamentos de medicina nuclear permitem obter: diagnóstico diferencial das demências, principalmente entre doença de Alzheimer, doença de Pick e demência com múltiplos enfartes e também distinguir estas de estados depressivos em doentes idosos; diagnóstico diferencial entre recidiva de tumores e necrose pós-radiação ou pós-cirurgia; demonstração in vivo da severidade da degenerescência dopaminérgica característica da doença de Parkinson; confirmação de morte cerebral, principalmente em casos de coma por intoxicação com barbitúricos.
Ambas as técnicas, pertencentes ao campo da Medicina Nuclear, permitem a construção de mapas tridimensionais da atividade cerebral a partir da detecção de raios gama emitidos por traçadores marcados com isótopos radioativos, que são rapidamente captados pelo cérebro após administração venosa ou inalação
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
A imagem por ressonância magnética é uma técnica de imagem formada pelo movimento dos núcleos de algumas moléculas provocado pela mudança do campo magnético. Quando uma onda de freqüência de rádio passa pelo cérebro, os núcleos emitem ondas de rádio próprias, que permitem a um scanner detectar a radiação em diferentes moléculas de hidrogênio. As imagens geradas podem ser visualizadas em três planos: horizontal, coronal e sagital e, com o emprego de alguns programas, pode ser gerada uma imagem tridimensional. Apresentam, em relação à tomografia computadorizada, vantagens tais como o grau superior de resolução anatômica, além de evitar a radiação ionizante e o uso de material de contraste em pacientes com sensibilidade, possibilita a análise de estruturas especificamente envolvidas em lesões cerebrais. A impossibilidade de localizar áreas unitárias subjacentes a síndromes direcionou esforços para uma definição mais precisa dos déficits comportamentais, possibilitando uma correlação mais confiável entre comportamentos específicos e áreas cerebrais. As técnicas de neuroimagem funcional oferecem informações sobre a atividade dos mecanismos neurais subjacentes ao comportamento realizado no momento de captação da imagem.
A ressonância magnética funcional, está baseada na mensuração das mudanças do fluxo sangüíneo cerebral regional associadas às alterações nos níveis de atividade neural. O tecido cerebral ativado apresenta um aumento de oxi-hemoglobina e diminuição de deoxi-hemoglobina, uma substância paramagnética cuja redução de sua concentração produz um aumento na intensidade de sinal em comparação ao local não ativado. Dentre as vantagens da FMRI, é possível destacar a elevada resolução temporal, a não utilização de radiação, sua característica não-invasiva (uma vez que o sangue funciona como um agente de contraste endógeno) e a possibilidade de oferecer imagens que pode ser utilizadas conjuntamente a MRI estrutural, possibilitando uma precisa localização da atividade.
A neuroimagem como recurso da neurociência em processos psicológicos
A avaliação psicológica constitui-se em uma importante atividade do exercício profissional para o correto diagnostico. Utilizando instrumentos específicos para maior precisão diagnostica, recursos científicos para avaliação psicológica e neuropsicológica como as técnicas, os métodos e o resultados da neuroimagem.
O objetivo da avaliação neuropsicológica é identificar distúrbios das funções superiores por alterações cerebrais, desencadeando respostas comportamentais. Dentro do contexto de saúde mental, esta modalidade de avaliação visa esclarecer a existência de algumas patologias orgânica que possam desencadear a sintomatologia de um quadro especifico, bem como investigação de alterações funcionais e estruturais das funções cognitivas. Portanto, a avaliação neuropsicológica com a utilização das neuroimagens abrange objetivos como o diagnostico diferencial, a identificação do comprometimento das funções cognitivas e a avaliação do grau de comprometimento do cérebro. Através do emprego destas técnicas avançadas de neuroimagem, permitem-se importantes evoluções a respeito do conhecimento de circuitos cerebrais responsáveis pela cognição humana.As neuroimagens permitem visualizar a estrutura e o funcionamento cerebral, auxilia a identificar as desordens mentais, a esquizofrenia, déficits mentais, desequilíbrio em suas múltiplas interações para melhor explicação dos sintomas dos transtornos. Estas evoluções cientificas e tecnológicas nortearam os conhecimentos de forma mais elucidativa a respeito da fisiologia e neuroquímica do cérebro, alem de fornecer elementos para confirmação de base biológica dos distúrbios psicológicos.
O método de imagem tem papel fundamental nos diagnosticos de doenças psicológicas. Ele exclui dúvidas sobre patologias, como tumores ou lesões isquêmicas, que possam gerar os mesmos sintomas de alguns transtornos de saúde mental, e pesquisar possíveis alterações estruturais ou funcionais como causa primária de transtornos psiquiátrico através do estudo da morfologia e da fisiologia do encéfalo. Os estudos atuais que se baseiam na utilização de tecnologia que investiga o cérebro em relação a sua estrutura anatômica e sua fisiológica sendo amplamente utilizada desde estudos experimentais ate a pratica clinica. Até poucos anos não existiam métodos que permitissem avaliar os marcadores biológicos dos efeitos da psicoterapia. Mesmo na área da saúde, ela não era tão creditada por trabalhar com a subjetividade das pessoas. Isso mudou, pois a neurociência tem mostrado em estudos recentes com neuroimagens que a psicoterapia aplicada apresentam o potencial de modificar circuitos neurais disfuncionais associados aos transtornos tratados como o bipolar e a depressão. Os efeitos neurobiológicos da psicoterapia são hoje considerados dos mais relevantes a neurociência. Os resultados dos estudos com a neuroimagem confirmam que processo psicológico de aprendizado podem ocasionar novos arranjos nas sinapses cerebrais relativos a remissão dos sintomas.
Portanto, a história do avanço da investigação do cérebro passou por diversas etapas evolutivas, provocando alterações e transformações fundamentais com o surgimento de novas estruturas para melhor conhecimento do cérebro, das ações cognitivas da memória e suas funções motoras. AS técnicas permitiram observar a atividade cerebral cognitiva ou emocional, pela visualização de imagens apropriadas com estimulação do paciente e registro da resposta comportamental, propondo desta maneira, um melhor planejamento dos procedimentos para intervenção terapêutica.
Portanto, a história do avanço da investigação do cérebro passou por diversas etapas evolutivas, provocando alterações e transformações fundamentais com o surgimento de novas estruturas para melhor conhecimento do cérebro, das ações cognitivas da memória e suas funções motoras. AS técnicas permitiram observar a atividade cerebral cognitiva ou emocional, pela visualização de imagens apropriadas com estimulação do paciente e registro da resposta comportamental, propondo desta maneira, um melhor planejamento dos procedimentos para intervenção terapêutica.
